A Cinderela é alemã?

quinta-feira 19 março 2009 às 09:15 pm | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
Poster do musical "Cinderela", da Disney

Poster do musical "Cinderela", da Disney

O que você acha que tem em comum os famosíssimos contos de fada Branca de Neve, A Bela Adormecida, Rapunzel e Cinderela? Talvez só a Bíblia tenha conquistado mais leitores do que eles! Mas há outra coisa: todos foram publicados oficialmente pelos alemães Jakob e Wilhelm Grimm, os famosos irmãos Grimm.

Digo “publicados oficialmente” porque eles não foram os autores dos contos, e a grande maioria das pessoas ignora esse fato. Os irmãos costumavam convidar contadores de histórias para irem a sua casa, e então transcreviam as maravilhas que ouviam.

Assim sendo, eles apenas converteram em texto escrito as histórias do folclore alemão que eram passadas adiante através da oralidade. De qualquer modo, grandioso trabalho, não acham? Será que toda essa riqueza imensurável teria chegado até os quatro cantos do mundo sem a ajuda deles?

Não se pode dizer, entretanto, que a Cinderela é alemã. A origem da personagem perde-se no tempo, e a versão mais conhecida, incluindo as abóboras e a fada madrinha, foi uma adaptação de Charles Perrault. Na versão dos Grimm, o socorro à heroína vinha através de pássaros que representavam o espírito de sua mãe morta.

Além disso, os irmãos Grimm eram cientistas. Contribuíram com a área da Linguistica e escreveram o Deutsches Wörterbuch, um importante diconário da língua alemã que tinha por volta de 30 volumes e pesava aproximadamente 80 kg!

É, mesmo quem acha que os contos de fada são meros torrões de açúcar não pode deixar de admirá-los.

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20 coisas sobre mim

sábado 07 fevereiro 2009 às 08:43 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Bem, estava eu em uma comunidade de moda do Orkut, quando um jogo de fórum me chamou a atenção. As meninas deveriam contar vinte coisas sobre si, aleatoriamente. Minha lista ficou tão legal que eu a trouxe pra cá, pra compatilhá-la com vocês! Enjoy. ;D

1. Sou apaixonada pela língua inglesa, e curso Letras na UFC;
2. Sonho em ser escritora;
3. Sou extremamente detalhista;
4. Visto blusas PP, jeans 34 e calçados 33 (em geral);
5. Tenho 1,50 de altura;
6. Até hoje, meu romance preferido é “O Morro dos Ventos Uivantes”, da Brontë;
7. Para mim, só há um erro sem perdão: a traição;
8. O meu conceito de beleza física é o meio-termo (nem falta nem exagero, sutileza);
9. Aos 13 anos eu já ouvia música erudita;
10. Bebo copos de água seguidamente quando estou pensativa ou ansiosa;
11. Nunca repeti o ano na escola;
12. Sou péssima em matemática e física;
13. Sou extremamente protetora e fiel em relação às pessoas que eu amo;
14. Sonhava em ser bailarina quando era criança;
15. Os cinco lugares que eu preciso visitar antes de morrer são: Fernando de Noronha, Londres, Viena, Lisboa e Paris (tomara que eu consiga!);
16. Os cinco shows que eu preciso ver antes de morrer são os do: Elton John, Coldplay, Oasis, Keane e Los Hermanos (o último tá meio difícil, né?);
17. Não consigo assobiar com os indicadores na boca;
18. Nunca pintei o cabelo;
19. Sou extremamente perseverante (ou teimosa, como queiram);
20. Se eu lhe fizer uma promessa, acredite nela: eu posso cumpri-la.

Twilight, um conto de fadas moderno

sexta-feira 16 janeiro 2009 às 10:57 am | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
Robert Pattinson e Kristen Stewart, o casal protagonista nas telas

Robert Pattinson e Kristen Stewart, o casal protagonista nas telas

Quando descobri, com espanto, no cinema, o alcance do fenômeno Twilight, eu já estava completamente envenenada e dependente. Todo o preconceito que eu achava que deveria guardar em relação aos livros “não-literários” desapareceu frente a minha empolgação.

O romance entre Edward Cullen e Bella Swan é ao mesmo tempo tão humano, com as inseguranças e descobertas do primeiro amor; e tão sobrenatural, com o perigo iminente que representa a natureza violenta de Edward; que me prendeu de forma segura entre esses dois opostos que parecem formar um yin-yang perfeito em uma história de amor.

Some-se a tudo isso os sustos e as sedes da adolescência, e aí está uma receita sob medida para fazer garotas de todo o mundo passarem noites em claro, de livros em punho e sonhos (quase impossíveis) em mente.

Digo garotas porque a série não me parece agradar aos jovens de sexo masculino, e isso não me espanta: o narrador-protagonista é uma moça, e toda a história gira em torno de seus anseios e paixões profundamente femininos.

Assim como a série Harry Potter, de J.K. Rowling, a saga de Stephenie Meyer vai prender-se, até o fim, ao cinema. E eu, como não me excluo do grupo de adolescentes romântico-sonhadoras que precisam de uma fonte rica de fantasia, pretendo acompanhar de perto esse conto de fadas moderno.

P.S.: Devo confessar que, embora a série seja uma delícia, sou uma daquelas que gosta de ir contra a multidão, e é no mínimo chato ver todo mundo no meio da rua com o mesmo livro que eu em mãos. ;P

Sobre a minha segunda leitura de Austen: Razão e Sensibilidade

terça-feira 06 janeiro 2009 às 04:24 am | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
Edward e Elinor, representados na minissérie "Sense and Sensibility", de 2008, da BBC

Edward e Elinor, representados na minissérie "Sense and Sensibility", de 2008, da BBC

Há poucos dias terminei meu segundo romance de Jane Austen: Razão e Sensibilidade. Esperava que o livro me fosse parecer tão bom quanto ou melhor do que “Orgulho e Preconceito”, o que de fato não aconteceu.

Em resumo, o enredo é o seguinte: três irmãs, Elinor, Marianne e Margaret Dashwood, juntamente com a mãe, são obrigadas a mudar-se de sua residência por ocasião da morte do pai das mesmas, já que o meio-irmão delas, John Dashwood, responsável pela herança, é persuadido pela esposa a não cumprir a promessa de ampará-las, feita ao pai. A partir daí, as moças e a senhora vão viver em um chalé em Devonshire, onde as duas irmãs mais velhas, Elinor e Margaret, planejam seu futuro de formas bem distintas.

Essa é exatamente a sacada genial de Austen, em minha opinião, e a justificativa do título do romance. Elinor é a moça comedida, que mede as circunstâncias milimetricamente e não permite que a força de suas paixões domine as suas ações; Marianne é a apaixonada sem censuras ou barreiras, e parece seguir a doutrina de Oscar Wilde de que amar a arte racionalmente é o mesmo que não a amar. Quanto a Margaret, não lembro de três capítulos sequer em que a jovem tenha aparecido, e tudo me indica que serviu apenas para fazer companhia à mãe quando as irmãs resolvem ir a Londres.

Abstraindo o fato de eu não ser ninguém para criticar uma obra de Jane Austen, vamos ao principal defeito que vi na obra: Elinor e Edward apenas se falam umas duas vezes antes do final feliz (a meu ver, extremamente forçado e tardio), e ainda assim, nunca a sós; enquanto o caso entre Marianne e Willoughby teve mil diálogos, cartas não-respondidas e até um presente em forma de cacho de cabelos, embora os dois não tenham tido sucesso. Será que Jane Austen quis mostrar alguma coisa com essa falta de equilíbrio entre os dois casais?

Quando li “Orgulho e Preconceito” pela primeira vez, lembro que me arrepiava a cada conversa entre Elizabeth e Mr. Darcy. O mesmo não pôde ocorrer com “Razão e Sensibilidade”. Todos os diálogos entre Elinor e Edward são absolutamente dissimulados e sem graça. O que se pode esperar de uma racional extremada e um tímido sem remédio?

É óbvio que o fim não poderia ser selado de outra forma a não ser com diversos matrimônios; uns felizes, outros não. Apesar de tudo, “Razão e Sensibilidade” é um grande romance, e pode nos render boas emoções e lições sobre amor e interesse, dos quais Austen é uma excelente professora, podem apostar.

Twilight is great, but… e a maçã?

segunda-feira 22 dezembro 2008 às 04:05 am | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

No último sábado, dia 20 de dezembro, quando fui ao UCI assistir a Twilight, eu já estava a par de quase toda a história de Stephenie Meyer (li o livro até a metade, e infelizmente não tive tempo de terminá-lo até ir ao cinema); mas o que eu não imaginava era a repercussão da trama entre os adolescentes.

Imaginem a cena, se não já a presenciaram: adolescentes histéricas gritando ao menor sinal de Edward (Robert Pattinson), o “vampiro-mocinho” da história, que se apaixona por Bella (Kristen Stewart).

Mas, permitamos, que vale quase tudo para viver as euforias da juventude; inclusive gritar por heróis do cinema ou dos livros. E querem saber? Achei divertido a lot.

O filme é maravilhoso, consegue ser ao mesmo tempo forte e delicado. Retrata a insegurança da juventude, as primeiras emoções de um relacionamento amoroso, as dificuldades no relacionamento entre pais e filhos e, é claro, a rixa entre famílias de vampiros e lobisomens.

Quem disser que Twilight é uma traminha ridícula de primeiro amor, é porque certamente nunca teve um desses… ou não conseguiu vivê-lo. Se o seu problema é com a fama e o prestígio do filme, saiba que nem tudo de bom está no underground. Sabe aqueles tesouros que você encontra nas prateleiras de supermercado? É, podem te surpreender.

Só uma coisa ficou sem resposta na minha cabeça… onde é que entra a maçã?

deutsche Sprache?!

segunda-feira 15 dezembro 2008 às 04:39 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Minha biblioteca interna está se transformando, realmente, naquela que era meu sonho de consumo há algum tempo atrás. Para vocês entenderem: eu estou aprendendo quase tudo que sonho em aprender.

Acabo de passar por um semestre maravilhoso no Curso de Letras, incluindo meu segundo semestre da habilitação em Inglês, na Casa de Cultura Britânica e uma disciplina de Cultura Portuguesa, que me deixou mais ansiosa ainda por conhecer as terras lusitanas.

Pois bem, não satisfeita; quero aprender alemão. É um sonho novo, de uns dois ou três anos, e agora, depois de ter enfrentado uma espécie de vestibular, serei aluna da Casa de Cultura Alemã da UFC.

Antes que alguém me encha com clichês como: “Caramba, alemão é muito difícil, e quem é que fala isso além dos alemães? Por que você não escolheu espanhol?” (blerg!), engula esses dois biscoitinhos:

1) A língua alemã é a língua com o maior número de falantes na União Européia;

2) O alemão é a quarta língua estrangeira mais popular no mundo e a terceira na Europa (perde pro meu marido inglês, é claro; e para o francês).

Fonte: Santa Wikipedia.

Me apaixonei pelo alemão e pronto. Força na garganta, e vamos ver se o namoro dá certo.

Wilde, this was not a fairy tale…

sábado 15 novembro 2008 às 12:37 am | Publicado em Uncategorized | 6 Comentários
Oscar Wilde em 1882, por Napoleon Sarony

Oscar Wilde em 1882, por Napoleon Sarony

Apesar de ter escrito mágicos contos de fada, definitivamente, a vida do escritor (ou melhor dizendo, do gênio)  britânico Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde, ou simplesmente Oscar Wilde, was not a fairy tale. Eu aqui não direi o que ele passou: só ele próprio pode fazê-lo, com a devida fidelidade e riqueza de adornos.

As suas célebres citações estão espalhadas por quase toda boa mente que aprecia aforismos inteligentes e paradoxais. Recentemente, ganhei de uma amiga querida um livro que contém De Profundis, a longa e belíssima carta cheia de paixão e ressentimento escrita no cárcere e endereçada ao grande amor de sua vida. Ao começar a lê-la, percebi que lá estão algumas das mais belas (e desconhecidas) doutrinas do mestre, como, por exemplo…

Os deuses são estranhos: não é apenas dos nossos erros que eles se utilizam para atormentar-nos, mas levam-nos à ruína através daquilo que temos de bom, gentil, compassivo e terno.

Você sofre e quer compartilhar isso com alguém? Quer entender melhor o seu sofrimento? Quer ouvir uma voz suave e musical entoando lamentos com os quais você se identifique? Vivente nenhum terá conselho sábio. Escolha um lugar bonito e tranqüilo, convide Oscar Wilde para passar uma tarde com você lá e peça-lhe para que leia cartas dele em voz alta.

É o que venho fazendo constantemente, e, quando não a esqueço, constantemente sinto flores de girassol sobre a minha tristeza.

Depois de Proust e Brontë, amendoins de sobremesa

sexta-feira 31 outubro 2008 às 04:04 am | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
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Cansei de leituras densas. Marcel Proust me deixou meio tonta, Emily Brontë me fez chorar demais. Agora, mergulho os olhos e o coração nas maravilhosas tirinhas de Peanuts, o comic mais inteligente e charmoso do mundo.

Quem não se encanta por Charlie Brown e seus problemas com a escola? Ou com Snoopy e seus surtos de sono, gula e insatisfação? Tudo isso permeado por um traço de extrema delicadeza.

The Complete Peanuts, 65 -66

The Complete Peanuts, 65 -66

Agora, permitam que eu me gabe disso aqui. O meu livro, intitulado “The Complete Peanuts”, foi publicado pela editora americana Fantagraphics Books e contém todas as tirinhas publicadas entre 1965 e 1966. Mas há diversos volumes, reunindo coleções de tiras de várias datas. A edição é em inglês, portanto, se você não domina a língua de Shakespeare, não garanto que vá haver uma em Português.

A pior parte: paguei meio caro pelo exemplar, mas ele valeu cada centavo do meu modesto salário. A edição tem capa dura, várias folhas de rosto trabalhadas e, lógico, muita diversão e encanto nas páginas! A quem se interessar, o livro se encontra à venda no amazon.com.

Obrigada, Charles Schulz. As crianças de todas as idades (inclusive as de quase vinte anos, como eu) agradecem por esse belo motivo para rir, sonhar e viver mais feliz por alguns minutos.

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